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Propriedade: “VOX LACI” (a Voz do Lago) Mensal 1000 exemplares Complexo Desportivo de S.D. de RanaPreço : 0 Euros Março de 2003
Todas as experiências
são válidas: umas mais positivas que outras, mas todas elas enriquecem o
indivíduo. Participar no "Happy Birthday Handel" foi o dar mais
um passo ( ou salto): actuar com orquestra. Quem já cantou a obra sabe que
é extensa e igualmente difícil. Foi preparada e trabalhada individualmente
por cada corista (uns mais do que outros), com ajuda de um cd com a sua voz.
Ao ver aquela amálgama de gente (192 coristas de 11 países:Alemanha,
Irlanda, Ucrânia, PORTUGAL, França, Reino Unido, Suiça, Noruega, Suécia,
Áustria e Estados Unidos da América) no primeiro ensaio numa igreja em
Halle foi a consciência de que participamos num evento choral a nível
mundial. Sentímo-nos confiantes no final pois sabiámos bem mais da obra
que a maioria. Mas no final o que conta é o som final. O Maestro Proinnsias
Ó Duinn esteve ao mais alto nível, sentido desde da primeira peça, o som
que procurava e onde estava o problema. Sentiu-seque era regente de
coros,pois para além de dirigir a orquestra, dava as entradas, e muitas
vezes as saídas dos naipes. O concerto correu muito bem numa sala
espectacular repleta de um público conhecedor e entusiasta. Mas o mais
importante foi a relação humana que se solidificou ainda mais entre
os elementos do Coro Adulto Vox Laci. Para mim. como maestro,
tenho a perfeita consciência que um grupo que se conhece, é um grupo que
certamente cantará melhor; e todas as experiências, quanto mais
ousadas e diferentes forem ajudarão a criar e solidificar o espírito
de equipa e cumplicidade que existe nos nossos coros VOX LACI.
Como prometemos
na última edição, vamos contar as histórias da viagem à Alemanha, através
das pessoas que as viveram. A viagem foi curta, mas divertida e, acima de
tudo, produtiva. A experiência foi muito importante para todos, pois a obra
“O Messias” é de uma complexidade muito grande e exigiu dedicação por
parte de todos. Fiquem então com os comentários daqueles que participaram!
Para quem não
sabe, eu tenho pavor de andar de avião, mas fui e gostei de ter ido. Foi um
gosto, mais uma vez, viajar com os meninos e as meninas do coro em são convívio,
boa disposição, uma grande camaradagem, e claro, o que se aprende uns com
os outros conta muito para este resultado. Foi muito bom! Lá estava um frio
de rachar, mas o Nuno insistia que era psicológico, quando chegou ficou
doente, vá-se lá saber porquê. Bem, tenho que acabar e vou fazê-lo com
aquele lugar comum “obrigada Miguel” por nos incentivar (penso que posso
falar no plural) a irmos a estes encontros mesmo com as dificuldades com que
nos vamos deparando.
Luisa Gonçalves (contralto)
Eu
só quero dizer que adoro as bruxas do “Holiday Inn”.. . Esta foi uma
das muitas “asneiras” que sairam das bocas dos meus colegas de coro. O
bom ambiente entre todos foi, sem dúvida, propício às brincadeiras. Mas,
fora de brincadeiras, a viagem a Halle foi sinónimo de muita aprendizagem!
A experiência de cantar ao vivo com orquestra é algo de muito
especial. Esta iniciativa foi importante para percebermos o quanto é
importante a nossa cultura musical. O facto de ter participado no
“Messias” ajudou à minha evolução na interpretação de outros géneros
musicais. Venham mais iniciativas! Alexandra Bernardo (contralto)
Na
minha opinião, esta viagem à Alemanha foi muito proveitosa. No concerto de
Gala foi muito interessante cantar com orquestra. Gostei muito da obra e de
ter participado nela. Constatei que, entre tantos coros profissionais, nós
não ficámos atrás no conhecimento da obra. A provar, alguns momentos de
silêncio que não estavam nas pautas e alguns solos feitos pelo nosso naipe
de tenores. Estou certo que, se no próximo ano voltarmos a estar presentes,
poderemos demonstrar aos outros coros ditos “profissionais”, como se
canta. Uma palavra para o Maestro, gostei do modo como dirigiu o concerto,
demonstrou ser um conhecedor profundo da obra e com muita experiência.
Parabéns ao Handell e a todos nós, Coro Vox Laci.
Miguel Bastos (tenor)
Pois
é, lá fomos nós em viagem, embora desta vez tenhamos ido apenas 9
elementos. Eu não sabia muito bem o que pensar desta nova experiência, até
porque como o "messias" é uma obra facílima de aprender, nada
extensa, e eu a sabia de trás para a frente, seria chegar, cantar e voltar
para casa (ai que mentira tão grande!!). Pois é, eu sabia nada mais nada
menos que duas peças da obra toda!! Mas não tinha razões para entrar em pânico,
até porque tinha 2 dias para saber a obra completa, o que é imennnnnnso
tempo!
O
ensaio começou no avião, a caminho de paris (onde fizemos escala), assim
como as bacoradas, tão características de todas as viagem do Vox Laci.
Chegámos a halle por volta das 18:00 e ao hotel por volta das 19:00
(não se pense que foi por termos andado às voltas!), onde
seguidamente nos fomos encontrar com alguns dos outros coros que também lá
estavam, para cantarmos os parabéns a Handel. Para acabar bem o dia
jantamos num restaurante típicamente alemão (Las salinas) onde saboreámos
comida típicamente alemã ( paella). No dia seguinte, aproveitámos para ir
conhecer Leipzig, da parte da manhã e,
de tarde, tivemos o tão aguardado ensaio com todos os coros
participantes, para o concerto de sábado à noite. Com o começo do ensaio,
rapidamente me apercebi que não era a única que não sabia tudo de cor e
que para facilitar, estávamos a cantar 3 vezes mais rápido do que a versão
do cd que nós tínhamos! Sábado tivemos o ensaio final, este já com
orquestra e solistas. Eu estava deslumbrada com a sonoridade mas nem fazia
ideia de como iria ser o concerto! Chega então a hora tão esperada. O
concerto ia começar. Quando se ouvem os primeiros acordes fiquei toda
arrepiada!! Eu estava do lado de lá! A cantar com orquestra! Foi uma experiência
muito enriquecedora e que aconselho vivamente. Criou-se um ambiente mágico,
muito devido ao maestro. Percebi que afinal sabia mais do que pensava. E que
tinha aprendido muito rápido!! Gostei imenso do concerto. Regressámos a
Portugal no dia seguinte, mas não sem antes termos visitado Berlim. Gostei
muito desta viagem, primeiro porque me proporcionou a experiência, a meu
ver, espectacular de cantar com orquestra e também porque me fez perceber a
velocidade de aprendizagem com que estou. Foi em tudo muito gratificante.
Diana Coimbra (soprano)
A
nossa participação teve a honra de ser referenciada na primeira página do
libreto do espectáculo na qual a “Lord Mayor of Halle”, suponho que
seja a presidente da câmara escrevia: “Caros cantores e
convidados da nossa cidade sobre o rio Saale: O convite para a
participação no coral em honra de G.F.Handel foi respondido por
aproximadamente 200 cantores de todo o mundo, entre os quais pela primeira
vez, se encontram cantores de Portugal (adivinhem quem), e da Ucrânia. Este
evento de celebração do aniversário do grande compositor realiza-se na
sua cidade natal desde o ano 2000. Esta tradição de apresentações
Conjuntas do Messias têm mais de 100 anos em quase todos os países
anglo-saxónicos: Por exemplo o evento idêntico a este que se realiza em
Londres junta todos os anos cerca de 4000 cantores.” Quanto
a mim: esta foi sem dúvida a melhor, mais exigente e mais gratificante
experiência coral de sempre, e de salientar que já ando nestas vidas de
coros há mais de vinte anos desde os meus saudosos 13 anos e do coro litúrgico
do pré-seminário patriarcal de Lisboa. A melhor pois o facto de ter a
oportunidade de estar no palco do espectáculo como interveniente foi por
assim dizer viver um sonho antigo. Cantar com orquestra foi uma experiência
indescritível que me pôs os níveis de adrenalina nos píncaros. Ser
dirigido pelo maestro Proinssías Ó Duinn.... um maestro de craveira
internacional com vasta experiência na direcção de coros e é um
“primus-inter-paris” na direcção desta obra. A mais exigente, não só
pela responsabilidade da actuação e a obra em si que é muito extensa: tem
no total vinte e poucas peças diferenciadas, mas também o tempo de preparação
que foi curtíssimo: recebemos as partituras a cerca de 3 semanas da actuação,
e o CD de apoio a cerca de duas semanas da mesma; e o facto da mesma preparação
te sido feita em intensivo “trabalho de casa individual” pois como devem
saber não tivemos nenhum ensaio conjunto antes da partida para a Alemanha. A
mais gratificante pois cantar para um publico entusiasta que praticamente
enchia a sala com capacidade para 1500 pessoas. E também o “medo” de não
estar bem preparado que se esvaiu após o primeiro ensaio realizado numa
antiga catedral, no qual tinha-mos a indicação do Myguel de não ficarmos
juntos e de nos misturarmo-nos com os outros participantes do nosso naipe
que supostamente teriam mais segurança que nós devido ao melhor
conhecimento da obra. No intervalo do ensaio, pelo menos nós os tenores,
chegámos à conclusão que os nossos níveis de segurança e conhecimento
da obra apesar das contrariedades referidas no ponto anterior
eram iguais, e em alguns casos superiores aos intervenientes que nos
rodeavam, e então decidimos cantar todos juntos a partir daí. Quanto à
actividade turística associada a este evento, a cidade de Halle em si não
tem praticamente nada para ver pois como centro industrial que sempre foi e
continua a ser, foi severamente bombardeada durante a segunda guerra e o que
restou entre os poucos monumentos que resistiram a este flagelo e estão
recuperados contam-se a casa natal de Handel e o bairro circundante, umas
torres enormes plantadas aqui e acolá por toda a cidade e que segundo o
nosso maestro serviam para a prospecção de agua, e as duas catedrais, uma
que não tive hipótese de visitar e outra que foi transformada em sala de
espectáculos e que serviu de palco para o primeiro ensaio com o maestro
Proinnsías. O próprio comercio existente era vocacionado para o consumo
dos residentes, as lojas exactamente iguais às de cá, e por exemplo não
encontramos nenhuma loja ou restaurante típicos alemães. Pessoalmente
entrei em muitas lojas mas com a finalidade de descongelar um pouco de vez
em quando. Gostei muito da cidade de Leipzig. E de visitar de fugida Berlim,
a praça 19 de Março e a porta de Bradenburgo pelo símbolo que representa
para o Homem dos nossos dias nestes tempos conturbados que atravessamos.
Por tudo isto e pelo espírito de grupo que penso eu que foi deveras
muito beneficiado por esta experiência gostaria de apresentar aqui os meus
mais profundos e sinceros agradecimentos, ao coro e à sua direcção, com
um abraço especial para os meus companheiros de naipe e para o nosso
maestro.
José Coelho (tenor)
O
Curso de Técnica Vocal
Realizou-se
no fim-de-semana de 15 e 16 de Março, o segundo curso de técnica vocal,
administrado pelo prof. Luis Bragança Gil. Frequentado maioritariamente por
professores, o curso foi vocacionado para a técnica da fala, com vista a
ajudar na resolução de problemas tão simples quanto a respiração. Os
participantes gostaram bastante da iniciativa, como poderão ler nos comentários
que se seguem.
“O meu
objectivo ao entrar neste curso era preparar a voz para a minha actividade
profissional. Foi uma acção muito lúdica e interessante. Grande
capacidade de comunicação e Recriação do professor”.
Ana Paula Torres
“Individualmente
lucrei com a participação. Foi bom conseguir treinar a respiração e
descontrair-me com os variados exercícios. O local é muito aprazível e o
professor excedeu as expectativas! Recomenda-se a continuidade.. .
Ana Duarte
“Faço
uma apreciação positiva do curso. Apresentou um carácter prático, focado
em exercícios de base, os quais poderão ser repetidos posteriormente a nível
individual, potenciando assim as capacidades vocais de cada um!”
João Nunes
“Inscreví-me
neste curso para evitar o cansaço na voz e colocá-la melhor. Faço uma
avaliação muito positiva da experiência. O curso foi interessante, prático
e lúdico. “
José Vieira
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